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Criaram esse maldito do Pro-Álcool, com o medo infundado de que o
petróleo vai acabar um dia. Para apressar logo o fim do chamado
"ouro negro", deram um impulso gigantesco à Petrobrás, que passou a
extrair petróleo 10 vezes mais (de 75 mil barris diários, passou a
produzir 750 mil); sem contar o fedor de bêbado que os carros
passaram a ter com o uso do álcool.
Enfiaram o Brasil numa disputa estressante, levando-o da posição de
45ª economia do mundo para a posição de 8ª, trazendo com isso uma
nociva onda de inveja mundial.
Tiraram o sossego da vida ociosa de 13 milhões de brasileiros, que,
com a gigantesca oferta de emprego, ficaram sem a desculpa do "estou
desempregado".
Em 1971, no governo militar, o Brasil alcançou a posição de segundo
maior construtor de navios no mundo. Uma desgraça completa.
Com gigantesca oferta de empregos, baixaram consideravelmente os
índices de roubos e assaltos. Sem aquela emoção de estar na
iminência de sofrer um assalto, os nossos passeios perderem
completamente a graça.
Alteraram profundamente a topografia do território brasileiro com a
construção de hidrelétricas gigantescas (TUCURUÍ, ILHA SOLTEIRA,
JUPIÁ e ITAIPU), o que obrigou as nossas crianças a aprenderem sobre
essas bobagens de nomes esquisitos. O Brasil, que antes vivia o
romantismo do jantar à luz de velas ou de lamparinas, teve que
tolerar a instalação de milhares de torres de alta tensão espalhadas
pelo seu território, para levar energia elétrica a quem nunca
precisou disso, implementaram os metrôs de São Paulo, Rio, Belo
Horizonte e Recife, deixando tudo pronto para atazanar a vida dos
cidadãos e o trânsito nestas cidades.
Baniram do Brasil pessoas bem intencionadas, que queriam implantar
aqui um regime político que fazia a felicidade dos russos, cubanos e
chineses, em cujos países as pessoas se reuniam em fila nas ruas
apenas para bater-papo, e ninguém pensava em sair a passeio para
nenhum outro país. Foram demasiadamente rigorosos com os
simpatizantes daqueles regimes, só porque soltaram uma "bombinha de
São João" no aeroporto de Guararapes, onde alguns inocentes morreram
de susto apenas.
Os militares são muito estressados. Fazem tempestade em copo d'água
só por causa de alguns assaltos a bancos, seqüestros de
diplomatas... ninharias que qualquer delegado de polícia resolve.
Tiraram-nos o interesse pela Política, vez que os deputados e
senadores daquela época não nos brindavam com esses deliciosos
escândalos que fazem a alegria da gente hoje.
Inventaram um tal de PROJETO RONDON, para que os nossos
universitários conhecessem os problemas dos brasileiros
desassistidos nos grotões da Amazônia, Centro-oeste e Nordeste; o
FGTS, PIS e PASEP, só para criar atritos entre empregados e patrões.
Para piorar a coisa, ainda criaram o MOBRAL, que ensinou milhões a
ler e escrever, aumentando mais ainda o poder desses empregados
contra os seus patrões.
Nem o homem do campo escapou, porque criaram para ele o FUNRURAL,
tirando do pobre coitado a doce preocupação que ele tinha com o seu
futuro. Era tão bom imaginar-se velhinho, pedindo esmolas para
sobreviver.
Outras desgraças criadas pelos militares:
Trouxeram a TV a cores para as nossas casas, pelas mãos e burrice de
um oficial do Exército, formado pelo Instituto Militar de
Engenharia, que inventou o sistema PAL-M. Criaram a EMBRATEL;
TELEBRÁS; ANGRA I e II; INPS, IAPAS, DATAPREV, LBA, FUNABEM.
Tudo isso e muito mais os militares fizeram em 22 anos de governo.
Depois que entregaram o governo aos civis, estes, nos vinte anos
seguinte, não fizeram nem 10% dos estragos que os militares fizeram.
Graças a Deus!
Tem muito mais coisas horrorosas que eles, os militares, criaram,
mas o que está escrito acima é o bastante para dizermos: "Militar no
poder, nunca mais"!!! Salvo os domesticados...
“A justiça atrasada não é justiça, senão injustiça qualificada e
manifesta” (Rui Barbosa em "Oração aos Moços").
“O cinema e a literatura inventaram o herói sem causa. O parlamento
brasileiro consagrou o canalha sem jaça”. (Millôr Fernandes). |